Passei
no barbeiro logo cedo, nesta terça-feira chuvosa, e mandei esfregar a máquina
número dois no cocuruto inteiro. Quis preparar terreno, fazer uma ligeira poda
nos fios cada vez mais brancos e escassos de minha cabeça, para facilitar o
exame do couro cabeludo, já que amanhã, 25, no início da tarde, devo me
submeter a um ‘procedimento’ que vai verificar se as lesões no topo do crânio
são ou não o tipo de câncer mais agressivo que se conhece, o melanoma.
Claro
que torço para que sejam apenas queratoses, que costumam manifestar-se em
idosos que não dão a devida atenção aos perigos da exposição ao sol,
principalmente numa fase da vida em que os fios de cabelo vão perdendo a melanina.
Mas que não deixam de ser sinais de alerta, porque podem transformar-se em
câncer de pele se não cuidadas com rapidez.
Acabei
virando freguês do Cepon, o Centro de Pesquisas Oncológicas de Santa Catarina.
Passei por vinte sessões de radioterapia, para combater uma recidiva bioquímica
do câncer de próstata, e devo retornar no dia 2 de março com a médica especialista
em urologia oncológica, doutora Maria Eduarda, levando o resultado do exame de
PSA e testosterona, para saber se consegui conter a volta da doença. Pensei que
estava livre dela depois de me submeter a uma cirurgia para retirada da próstata
em outubro de 2017. Doce ilusão, como se vê.
Depois
desse ‘procedimento’ de amanhã, devo voltar à dermatologista, doutora Vanessa,
para saber o que a biopsia detectou nos fragmentos das pintas que apareceram no
couro cabeludo. Já passei por ansiedade semelhante antes, e espero que desta
vez também seja uma preocupação sem motivo.
Enquanto isso, e torcendo para que os carcinomas se afastem de mim, continuo esperando que meu último livro, NAVIO FANTASMA, desencalhe na Amazon.

Show de resistência e luta. Força camarada! Abraço
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