Estive
dando uma sapeada geral nas opiniões dos especialistas no chamado ‘marketing
literário’, numa tímida tentativa de entender o que é preciso fazer para
alavancar as vendas de meu último livro, o NAVIO FANTASMA.
Busquei
algumas ideias de quem supostamente entende do assunto porque não consigo entender
como um livro que vendeu mais de cem unidades em duas sessões de autógrafos e vem
recebendo dezenas de elogios e ‘mini-resenhas’ positivas não consiga
ultrapassar a marca de cinco exemplares encomendados na Amazon!
O
que encontrei mais ou menos como unanimidade de opiniões nessa minha pesquisa foi
que não basta escrever, publicar e colocar o livro à venda – como se isso fosse
pouco: você deve procurar estar presente na vida (pelo menos em pensamento) dos
prováveis leitores, mostrar claramente sua presença e sua obra e provocar nele a
quase necessidade de conhecer seu livro.
Falam
até em iniciar o processo de se imiscuir na vida dos outros antes mesmo de o
livro ser publicado. “O erro de esperar o livro estar pronto para pensar na
divulgação impede o autor de criar conexões e engajamento com o público desde
os estágios iniciais da escrita”, ensina a marqueteira Lílian Cardoso.
O
livro não se vende sozinho, garantem. É preciso divulgar-se – e sua obra vem
como consequência lógica disso – em blogs (o seu próprio, principalmente), resenhas,
clubes de leitura, prêmios literários e todo o escambau de atividades que
elevem sua voz acima das demais vozes, como a dos eventuais concorrentes nas
estantes das livrarias, a partir de podcasts, entrevistas e participação em eventos.
Vou
confessar: não faz parte de meu perfil nenhuma dessas atividades recomendadas
pelos especialistas, mas não posso ficar quieto e deixar um bom livro encalhar
e virar material reciclável. Por isso, devagarinho para não chocar a mim mesmo,
resolvi reativar meu blog ZANFRANDO, que estava há mais de dois anos respirando
baixinho (para não incomodar os outros) no escaninho de um servidor Blogger.
Eu
usava o espaço para escrever crônicas, algumas delas compartilhadas com o blog
CONTANDO HISTÓRIA, mas agora devo utilizar suas linhas apenas para abordar
assuntos referentes à minha saga literária.
Não
creio sinceramente que a ressuscitação cardiopulmonar do ZANFRANDO signifique alguma
mudança em meu imutável patamar de vendas, mas não desejo ser acusado por mim
mesmo de pelo menos não ter tentado. Espero ser lido, ainda que
superficialmente, por pessoas de meu círculo de amizades nas redes, que possam eventualmente
comprar meus livros e, com um pouco de sorte, ser indicado por eles a seu
próprio círculo de amizades nas redes. De grão em grão, quem sabe o franguinho
aqui encha o papo!
Aos
neófitos, uma necessária informação: meu livro NAVIO FANTASMA, um belo (modéstia
à parte) romance policial, pode ser encontrado na Amazon
e no Clube de
Autores. Sai só por R$ 59,42.

